Como a análise de dados e big data podem ajudar no desenvolvimento e tomada de decisão estratégica de sua empresa?

Como a análise de dados e big data podem ajudar no desenvolvimento e tomada de decisão estratégica de sua empresa?

Gabriel Ranyer, 13 de Abril de 2015.

Vivemos em uma sociedade extremamente conectada, graças à internet, a tecnologia está presente a cada minuto do dia-a-dia das pessoas e cada passo nosso gera dados e mais dados. Com a popularização da internet e o surgimento de mídias sociais, o número desses dados digitais aumentou de forma significativa. Atualmente são gerados mais dados do que a civilização gerou desde o seu início até o ano de 2003.

Essa quantidade exacerbada de dados fez com que fosse buscada uma forma de controlar e organizar os mesmos. Grande parte desses dados, em grande parte os vindos através de mídias sociais, os quais vêm despertando o interesse das organizações para serem usados como estratégias de negócio, são do tipo não estruturados (dados que não podem ser organizados em linhas e/ou colunas, como vídeos, comentários em redes sociais, e-mails etc). Esse tipo de dado requer dispositivos de armazenamento e processamento que suportem seu formato e garantem melhor eficiência em suas analises. Diante desta necessidade crescente de armazenar, manipular e analisar de forma rápida e inteligente, grandes volumes de dados não estruturados foi criado o conceito de Big Data.

O conceito de Big Data pode ser definido como ferramentas e práticas que gerenciam e analisam grandes volumes de dados, de diferentes fontes, em velocidade considerável, buscando agregar às organizações valor de negócios e maior confiabilidade em relação às decisões a serem tomadas. Baseado nos 3Vs, de: Volume, Velocidade e variedade.

Mas você ainda pode estar se perguntando o que isso pode alterar no dia-a-dia e nas tomadas de decisão de sua empresa. Esses dados não são apenas números. Mas sim, informação. E como disse um dos grandes mestres da tecnologia e negócios, Steve Jobs, “Informação é poder.”. Logo, não basta apenas ter dados, o importante é saber usá-los e, principalmente, compreender o que levam contribuir para o cotidiano de grandes e pequenas empresas, governos e demais instituições.

Se uma empresa sabe utilizar os dados que tem em mãos poderá de diversas formas melhorar seu negócio, seja com o aperfeiçoamento de produtos, melhor conhecimento do cliente, criação de estratégia de marketing mais eficiente, corte de gastos, evitar desperdícios e produzir mais com menos, superar concorrentes, disponibilizar um serviço mais satisfatório para seus clientes e assim por diante.

A companhia Skybox, que tira fotos de satélite e vende a seus clientes informações em tempo real sobre a disponibilidade de vagas de estacionamento livres numa cidade em determinada hora; a varejista americana Dollar General, a qual monitora combinações de produtos que são postos nos carrinhos, ganhando eficácia e mais conhecimento dos hábitos de compra de seus clientes; a Sprint Nextel, empresa telefônica que saltou da ultima para primeira posição no ranking de satisfação dos usuários do celular nos EUA ao integrar os dados de todos os seus canais de relacionamento, cortando os gastos com call center pela metade; a dinamarquesa Vestas Wind, empresa de turbinas eólicas que, para buscar melhores lugares para instalar suas turbinas, analisou petabytes de dados climáticos, de nível de marés, mapas de desmatamento etc. Deixando o que costumava levar semanas, durar poucas horas. Essas são algumas das muitas empresas que obtiveram sucesso ao utilizar a solução Big Data para desenvolvimento e decisões estratégicas.

Pouco pode importar seu ramo, seus planos e clientes. Que todos esses geram dados e estão (ou tem que estar) conectados com o mundo é fato. Bem como, de que a ideia de que Big Data só faz sentido se o valor da análise dos dados compensar o custo de sua coleta, armazenamento e processamento e também as questões legais envolvidas. O alto desenvolvimento da tecnologia é iminente e cada vez maior. Sábios serão os que souberem usá-la ao seu favor e colocar sua evolução no mesmo patamar.

 

*Gabriel Ranyer é gerente de operações da BLUEYE – Pesquisa Inteligente (www.blueye.com.br) startup potiguar reconhecida e escolhida pelo Governo Brasileiro para participação no programa Startup Brasil. 

 

 

Outras Notícias