Novas regras de qualidade elevam custos e impõem construção civil mais enxuta

Há seis meses está em vigor no Brasil uma nova norma técnica que estabelece um nível de desempenho mínimo ao longo de uma vida útil para os elementos principais de toda e qualquer edificação habitacional (como estrutura, vedações, instalações elétricas e hidrossanitárias, pisos, fachada e cobertura). O que tem preocupado as empresas é que tais mudanças devem também promover uma alta de 5% a 7% de acréscimo nos custos finais de toda obra.

A primeira versão da norma da ABNT, publicada em 2008, pegou as empresas de surpresa e impôs severas dificuldades aos construtores, aos projetistas e à indústria de materiais para se adequarem aos requisitos apresentados no documento, muitos deles inéditos à época. Em conjunto, as principais entidades da indústria da construção conseguiram estender o prazo de exigibilidade da NBR 15.575 – período em que os comitês técnicos reavaliaram as lacunas da norma e atualizaram as metodologias de avaliação de desempenho, e os fabricantes se mobilizaram para adequar seus produtos e processos de fabricação às exigências do texto.

Mais detalhada e abrangente, a NBR 15.575:2013 tem impactado até mesmo entre os empreendimentos de alto padrão que, em geral, já cumprem requisitos mínimos de qualidade em diversos itens, por pressão do próprio público consumidor, muito mais exigente.

Com essas mudanças, o mercado da construção civil no Brasil se torna cada vez mais competitivo, impondo ainda mais ao setor a necessidade de uma cultura voltada para o desempenho da edificação e eficiência nos projetos, com o foco na redução dos desperdícios.

A necessidade de adequação a esse novo ambiente concorrencial abre caminho entre as construtoras de diferentes tamanhos para a implantação da filosofia Lean Construction (Construção Enxuta), cujo objetivo principal é a diminuição do tempo e do custo das obras.

O modelo da construção enxuta busca principalmente maior eficiência nas linhas de produção, através de mais controle de todo o processo, menor variabilidade e melhor balanceamento dos fluxos.

Atualmente, poucas organizações no RN praticam a filosofia de maneira efetiva. Aquelas que adotaram a construção enxuta já se mostram mais competitivas, atingindo um custo menor de obra e entregando os projetos concluídos com maior agilidade. Em um mercado tão concorrido, apenas as empresas eficientes irão sobreviver.

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Álvaro Barbosa – alvarobarbosa@sgssolucoes.com.br

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