Na segunda parte do artigo, o sócio-consultor da SGS Soluções, Italo Andrade, explica como as políticas públicas influenciam no trânsito da cidade e mostra como esse problema poderia ser solucionado.

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Já conhecemos os aspectos “operacionais” do trânsito das cidades e entendemos como restrições podem atrapalhar, mas há mais alguns fatores que podem restringir ou melhorar o fluxo de veículos pelos centros urbanos.

Agora sim começamos a falar sobre políticas públicas, análogas às estratégias empresariais em indústrias, comércios e as mais diversas empresas.

A forma como as políticas públicas são definidas podem determinar novos investimentos que aumentarão a capacidade das vias, adequações estruturais e, mais importante, formas com as quais as pessoas poderão se locomover.

Da mesma forma como uma diretoria pode aprovar a compra de uma máquina maior ou menor, com menor ou mais capacidade e/ou a compra de matéria prima em excesso, um governo poderá investir em modais que transportem mais ou menos gente e/ou incentivar a compra de veículos de baixa capacidade, tornando o fator veículo/pessoa extremamente alto.

Assim sendo, há também maneiras de se melhorar o trânsito. Na medida em que as diversas esferas governamentais aprovam projetos que aumentam as capacidades das vias, diminuem as obstruções (cruzamentos e semáforos, por exemplo) ou projetos para aumento da quantidade ou melhoria de veículos coletivos, estão colaborando para a eliminação dos gargalos no trânsito.

No entanto, ao passo que se lança uma política de incentivo à compra de veículos particulares, por exemplo, o fator veículo/pessoa aumentará cada vez mais, anulando boa parte das tentativas de eliminação de gargalos por causa do aumento da demanda.

Em resumo, sempre que se aprovam medidas e políticas que aumentam a demanda por espaço em detrimento das soluções coletivas e com melhor aproveitamento do mesmo, a tendência é que o sistema seja sufocado, causando perda na qualidade de vida das cidades, atrasos no transporte de mercadorias, aborrecimentos, aumentos nos gastos de saúde, poluição, entre outros problemas. Por isso, pode valer a pena pensar um pouco na comemoração pela redução do imposto sobre os carros durante o tempo que se está parado por causa do trânsito.

Italo Andrade é engenheiro de produção formado na UFRN e graduando em Ciências Atuariais. Há 9 anos atua na gestão de processos e operações em empresas e desde 2008 atua em logística e cadeia de suprimentos. Ávido por análise de números e controle estatístico. Desde 2011 leciona no núcleo de gestão do Senai/RN, ano no qual fundou também o Grupo SGS Soluções, que busca inovar e fomentar negócios inovadores, especialmente no estado potiguar.
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