Aplicando a ideia de sistema produtivo no varejo, é possível avaliar os problemas e melhorar os negócios. Confira mais no artigo de Italo Andrade, sócio-consultor da SGS Soluções.

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Qualquer sistema produtivo parte do princípio que há recursos atuando sobre algo, mesmo que não o transformem fisicamente. E em uma loja não é diferente: recursos (vendedores, gôndolas etc.) atuam para que um material tenha sua propriedade transformada (venda para um cliente).

Assim sendo, também podemos tratar qualquer varejo como um sistema produtivo. O processo completo se dá por entrada do cliente da loja, escolha da mercadoria, pagamento e saída do cliente. Simples, porém não isento de gargalos ou limitações.

Exemplos claríssimos disso são as filas para o caixa em um supermercado, que, como vimos em textos anteriores, acontecem sempre que temos algum recurso com capacidade menor do que sua demanda, portanto, um gargalo.

Da mesma forma que em indústrias, clientes podem ficar insatisfeitos, ou mesmo não serem atendidos por causa dos gargalos, o que traz prejuízos e má percepção por parte dos clientes.

Mais importante do que atrair novos clientes é manter os antigos e tê-los sempre consumindo. A partir do momento que não se dá o atendimento adequado a eles, a primeira compra usualmente se torna a última.

Saber identificar e, mais importante, eliminar esses gargalos pode ser o limite entre um excelente resultado e uma empresa que nunca satisfaz seus clientes e, portanto, nunca cresce. Observar pontos de espera, filas e demoras pode levar um varejo à visão do cliente de excelente atendimento.

E para que tudo isso ocorra, um bom estudo de teoria das filas, teoria das restrições e outras disciplinas congêneres, pode não só salvar como também permitir o salto que a empresa tanto necessita.

Italo Andrade é engenheiro de produção formado na UFRN e graduando em Ciências Atuariais. Há 9 anos atua na gestão de processos e operações em empresas e desde 2008 atua em logística e cadeia de suprimentos. Ávido por análise de números e controle estatístico. Desde 2011 leciona no núcleo de gestão do Senai/RN, ano no qual fundou também o Grupo SGS Soluções, que busca inovar e fomentar negócios inovadores, especialmente no estado potiguar.
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